sábado, 26 de maio de 2018

Assumam a péssima gestão.

Abaixo a nota assinada durante a reunião de Eurico Miranda e seus VPs a portas fechadas em São Januário durante a última semana. Nao podemos afirmar que ela tenha sido criada nesta reunião, mas podemos sim afirmar, que dela saiu sua formatação e seu apoio.

Ora, a nota se limitou a repetir o que todos estão carecas de saber, ou seja, que o balanço de 2017 não é final, que ainda se trabalha em seu fechamento, e que os números finais podem ser alterados em relação aos divulgados provisoriamente.

Mas o que a nota em nenhum momento indica é onde estão os R$ 5,5 Mi gastos diretamente por Eurico Miranda sem nenhum tipo de comprovação. Onde estão outros documentos comprobatórios de outras dívidas indicadas na contabilidade Vascaína, ou porque foram feitos e aceitos empréstimos a juroa abusivos junto à Rede Globo, por exemplo.


A nota também mente. A dívida Vascaína aumentou durante os 3 últimos anos. Primeiro porque o perdão dado pelo governo à dívida de impostos que o Vasco tem não foi pelo pagamento da mesma, mas um perdão apenas, que pode ser retirado caso as regras governamentais não sejam cumpridas. 

Segundo porque o restante da dívida aumentou, e isso inclui impostos novos e não pagos na última gestão de Eurico Miranda. Se o governo resolver retirar o benefício do Profut do Vasco, essa dívida terá aumentado em mais de 15%. Em não retirando, o aumento fica na casa de 11%.

Terceiro que a dívida do Vasco aumentou vertiginosamente durante a primeira passagem de Eurico na presidência. O grosso dessas dívidas foi feito antes de 2008, mas pipocaram durante a administração de Carlos Roberto. Ela é majoritariamente constituída de salários não pagos e de empréstimos vindos de pessoas físicas (Romário, Zé do Táxi, etc), e jurídicas.

Errar é humano, jogar a culpa nos pelos próprios erros é, no mínimo, covarde.

Assuma a péssima gestão que fizeram.

Saudações Vascaínas!



Nota dos Ex-Presidentes de Poderes e Ex-Vice-Presidentes do Vasco 

Nós, ex-Presidentes de Poderes e ex-Vice-Presidentes do Vasco, manifestamos duas preocupações quanto às recentes divulgações feitas a respeito de nossa Instituição. 

A primeira delas versa sobre a apresentação, a nosso ver precipitada, da situação financeira do clube. Tal explanação tem gerado na mídia especializada comentários que aviltam a imagem do Vasco, sustentados por falas impertinentes que partem de dentro do clube e por um Balanço Patrimonial publicado sob as seguintes nuances, que exigem, no mínimo, cautela: 

1) A empresa de auditoria independente declara em seu parecer: "Nesse contexto, até a emissão desse relatório não tivemos acesso a todas as documentações, conciliações e controles descritos nos parágrafos abaixo para fundamentar uma opinião sobre as demonstrações contábeis do exercício findo em 31 de dezembro de 2017." Portanto, a própria empresa de auditoria independente informa que se absteve de proferir opinião sobre as demonstrações contábeis por não ter acessado o que deveria. 

2) Os próprios elaboradores do documento admitem que ele deverá ser publicado novamente com as devidas correções, em função de constatações posteriores. 

Ademais, cabe registrar que está em curso a prestação de contas a ser feita legalmente pelo Presidente da Diretoria Administrativa anterior, a ser analisada pelo Conselho Fiscal, o qual emitirá parecer após revisão de toda a documentação comprobatória pertinente. 

Assim, antes destes passos, qualquer teoria aprofundada a respeito das finanças do Vasco é distorcida. 

A segunda preocupação vai de encontro à nota publicada pela presidência administrativa sob o título "Divulgação de conceitos da reestruturação administrativa do Club", especialmente no que tange à intenção de utilização de diretores executivos em diversos setores. 

Evidentemente, gestores dispõem de plena liberdade de ação nas escolhas quanto à forma de administrar. Porém, cabe-nos alertar que foi justamente sob este modelo de gestão, colocado em prática entre 2008 e 2014, que o Vasco teve a sua dívida de cerca de 300 milhões de reais, acumulada em 110 anos, elevada ao patamar estarrecedor de 688 milhões de reais, indicando que a prática não só foi incapaz de regular gastos, como os fez explodir. 

Esperamos que esta não seja a repetição de um filme já visto, agora com novos personagens: a divulgação de uma imagem de inviabilidade que justifique a implementação de um padrão que se vende moderno e entrega atraso. 

Destacamos, ainda, que nenhuma dificuldade foi criada pela diretoria anterior em prejuízo da atual administração, muito pelo contrário. Mas no momento em que a ideologia passada dá sinais de que voltará ao comando do Vasco, precisávamos ser claros sobre os nossos temores. 

Por fim, concluímos, esclarecendo àqueles que desejam informações justas e honestas a respeito da situação do Vasco, que nos empanharemos pela divulgação da verdade. Nossa atuação à frente do clube entre dezembro de 2014 e janeiro de 2018 nos permite afirmar convictamente que deixar o Vasco com dívida bem inferior à encontrada, recuperado patrimonialmente, reestruturado em sua base e aparelhado com novos equipamentos para o desenvolvimento das modalidades esportivas no mais alto nível foram os nossos troféus. Isso sem que aprofundemos o item conquistas esportivas, com um bicampeonato estadual e o alcance de uma vaga de Libertadores vencendo todas as dificuldades impostas de fora para dentro. Aquilo que alguns chamam de atraso, nós sabemos que se tratou de retomada, reencontro, recondução. Sim, falta muito. Mas o caminho está indicado. 

Eurico Miranda (Presidente da Diretoria Administrativa) 
Luiz Manoel Fernandes (Presidente do Conselho Deliberativo) 
Itamar Ribeiro de Carvalho (Presidente da Assembleia Geral) 
Nelson Ribeiro de Souza (Presidente do Conselho de Beneméritos) 
Silvio Godoi (2o VP geral) 
Fernando Lima (VP Quadra e Salão) 
José Joaquim Cardoso Lima (VP Patrimônio) 
José Mourão Gonçalves (VP Infanto-juvenil) 
Walter Ramos (VP Esportes Aquáticos) 
Egas Manoel Fonseca (VP Médico) 
Marco Antônio Monteiro (VP Marketing) 
André Afonso (VP Obras e Engenharia) 
Denis Carrega Dias (VP Relações Especializadas) 
Ricardo Vasconcellos (Assessor da Presidência) 
João Carlos Nóbrega (Assessor da Presidência) 
Leonardo Rodrigues (Diretor Jurídico) 
Gracilia Portella (Diretora de Remo) 

Nenhum comentário:

Postar um comentário