segunda-feira, 15 de maio de 2023

Vasco 0 x 1 Santos

Mais uma derrota do Vasco em casa, mais uma atuação confusa, com um Time espaçado, com jogadores que correm muito sem saber o porquê, ou para onde. Sim, o goleiro adversário foi disparado o melhor jogador em campo, mas convenhamos, se ele tomasse os gols que ele evitou, todos diriam que ele falhou bisonhamente. Foram boas defesas, mas nada de outro mundo. Na verdade isso mais demonstra a incapacidade dos atacantes Vascaínos de arrematarem ao gol, do que propriamente uma capacidade fora do comum do goleiro santista.

E no jogo Barbieri me surpreendeu. Eu achava que ele iria apenas colocar Galarza no lugar de Andrey, mas ele também colocou Barros no de Rodrigo, e Figueiredo no de Alex Teixeira. O Time me surpreendia, porque até não jogava mal. Faltava o último passe, ou o arremate bem feito, mas não jogava mal. Até os 25min só dava Vasco, mas a partir desse momento o Time diminuiu o ritmo, e o Santos aproveitou para fazer 0x1 em falha de Pulmita e de Leo Pelé. O primeiro ficou olhando a jogada se desenhar, e o segundo ficou olhando o atacante dominar, olhar, ajeitar, bater, e fazer o gol. O Vasco sentiu e poderia ter levado o 2º, mas isso não aconteceu, e a partir dos 37min o Vasco voltou a crescer, mas sem chegar realmente com grande perigo.

O segundo tempo seguiu exatamente o mesmo ritmo do final do primeiro. O Vasco tinha muita bola, jogava muita bola na área, quase tomou o segundo em falha bisonha de Bambu, e chegou algumas vezes no "chuveirinho", porque simplesmente não conseguia ultrapassar a bem postada defesa santista.

Já falei e vou repetir. O Vasco não tem meio-campo. Ele precisa atrair o adversário para sair em rapidos contra-ataques. Todas as vezes que o Time tentou atacar esse ano ele se estrepou, porque para atacar é necessário um meio de campo criativo, rápido, de toques precisos, e o meio campo Vascaíno não tem isso. Para completar Pedro Raul está muito mal. Se no Carioca ele mostrou qualidade, protegendo bem a bola, fazendo bons pivôs, e participando da armação de jogadas, agora tomam a bola dele como se um adulto tomasse o doce de uma criança pequena, tal a facilidade com que ele perde a bola.

E claro, a compactação, tão necessária ao futebol moderno se perdeu em algum lugar entre a última participação no Carioca e esses jogos do Brasileirão, assim como o jogo coletivo e apoiado também. O que vemos é um monte de jogadores isolados, que tentam resolver tudo sozinhos.

Dor de cabeça para Barbieri? Não, para o Torcedor, porque se continuarmos assim veremos mais uma luta contra o rebaixamento. Por sinal, já estamos vendo.

E não venham me dizer que é um Time em formação, porque com 5-6 meses de trabalho já deveríamos estar vendo um Time com um padrão de jogo mais alto, porque etapas que esse Time já tinha alcançado foram simplesmente perdidas, como a compactação e o jogo apoiado.

Saudações Vascaínas!

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