quinta-feira, 6 de março de 2014

Blog do Vascão Eterno tenta entender Adilson Batista

A verdade é que o Time do Vascão melhorou consideravelmente em suas peças individuais, mas na maior parte do tempo permanece apresentando um futebol lento, burocrático, previsível, e irritante para a torcida. E com isso não nos referimos às conclusões erradas, que têm sido outro problema da equipe, mas à falta de criação de oportunidades reais de gol. Isso ficou muito nítido ontem, contra o fraco resende.

Essa situação não é nova esse ano, já se repetiu outras vezes, e mais do que culpa dos jogadores, o problema é com o esquema tático utilizado. Sem dúvidas que os atletas podem apresentar-se menos inspirados em alguns dias, mas mesmo inspirados, a coisa fica mais difíceis quando são escalados em posições que não conhecem, e ainda ficam amarrados num esquema tático. Pois analisemos esse esquema.

A ideia inicial de Adilson Batista não é ruim, ao contrário, é boa. Acontece que ele não tem peças para executar sua ideia, nela insiste, e por isso erra. Adilson esquematizou um sistema em que a defesa fica bastante sólida e o ataque seria bastante ousado, algo que não víamos há muitos anos: Adilson tenta atacar com pontas.

Na defesa a presença de três volantes deve dar bastante proteção à zaga, ponto fraco do Time ano passado, e a volta de ao menos um atacante, perfaz duas linhas de quatro defensores, num sistema de marcação muito usado na Europa. Esse sistema é tão eficiente, que o Vascão é a defesa menos vazada do Carioca. Ponto positivo para Adilson nesse quesito, mas isso é o sistema pensado para o ataque que vem travando o Time.

Quando o Vascão ataca, Adilson tenta empregar um sistema muito comum na década de 70, quando tínhamos um centroavante enfiado entre os zagueiros, dois pontas abertos e meias-atacantes que chegam ao ataque, tendo a alternância do apoio dos laterais, algumas vezes subiam os dois ao mesmo tempo ou o volante aparecia de surpresa.

Mas para isso os times eram escalados num 4-3-3, e no meio campo tínhamos um cabeça-de-área (hoje chamado de volante), que tinha esse nome por se posicionar à frente da área, fazendo proteção aos zagueiros, dois meias-atacantes, às vezes um meia-armador e outro meia-atacante, um centroavante fixo, e os pontas eram rápidos e habilidosos. Nos últimos 15 anos só vi três jogadores com essas características: Euler, o Filho do Vento; Denilson (São Paulo); e Éder Luis.

Esse esquema funcionava com os pontas abertos e buscando a linha de fundo, ou cortando em facão para o meio. O objetivo final era cruzar a bola para o centroavante, os meias, que tinham por função, além de armar o jogo, encostar no atacante, e o outro ponta, que entrava na área pelo outro lado. Assim tínhamos sempre 3 ou quatro jogadores dentro da área, e um na sobra.

Como disse acima, hoje em dia já não encontramos mais pontas. Tampouco no elenco do Vasco temos atletas com essas características. O único que realmente se presta a fazer um “ponta” é Montoya, sempre preterido por Adilson. Mas mesmo Montoya rende mais quando atua de meia-atacante. Edmilson até se fixa dentro da área, mas rende muito mais quando se movimenta. Douglas é um meia-armador clássico, e distribui bem o jogo, mas não é de sua característica encostar no atacante. Reginaldo faz um trabalho tático bom, voltando para auxiliar na marcação, mas não é ponta, falta-lhe o cacoete para a função, e rende mais quando joga como atacante moderno.

E chegamos ao ponto muito fraco do esquema de Adilson para o ataque: os três volantes. Se por um lado eles dão maior solidez à defesa, por outro dão fragilidade ao ataque. Por mais que se esforcem Aranda, Pedro Ken e Felipe Bastos não tem velocidade, criatividade, rapidez, habilidade e não têm a manha de encostar no atacante fixo de Adilson, função mais adequada a Bernardo ou Montoya. Em suma, não servem para fazer o papel de meia.

Por  isso insistimos que Adilson escala mal o Time, e insiste em um esquema tático que não se adequa às características dos atletas da Equipe, além de constantemente efetuar substituições equivocadas. Adilson Batista deixa transparecer que, para ele, o esquema tático é mais importante do que a capacidade dos atletas que estão em campo, por isso insiste tanto no comprometimento e dedicação dos atletas sob seu comando. O que Adilson parece não enxergar é que a conjugação de um esquema adequado às características dos atletas que tem, é que pode fazer uma equipe evoluir.

Não se iludam, o Vasco de 2014 melhorou na parte técnica, com atletas melhores, mas piorou taticamente. A defesa vem se comportando melhor, com uma zaga mais consistente, sem o Cris dando furadas ridículas, e com uma melhor proteção. Isso é resultado de melhores volantes, da troca dos laterais e de Cris por Rodrigo (trocou quase a defesa inteira), além do sistema defensivo com três volantes, algo que Adilson já havia esboçado no final do ano passado.

Mas a parte ofensiva piorou. O Time está travado, amarrado, fácil de marcar e muito previsível. Ontem isso ficou claro. Enquanto estiveram todos presos ao esquema de Adilson, o Time não produziu nada, e viveu de chutes de longa distância e das batidas de falta de Douglas. Muito pouco para a diferença técnica e de investimento entre Vasco e resende. Somente a partir dos 35 min, quando os atletas se deslocaram é que engatamos uma sequência de bons ataques, que culminaram no gol no final da primeira etapa.

O início do segundo tempo também foi assim. A jogada em que Reginaldo perdeu o gol só foi possível porque ele estava centralizado, próximo a Edmilson. Nas outras jogadas em que levou perigo também estava deslocado para o meio do ataque. Enquanto esteve aberto como um ponta, pouco produziu.

Para jogar faze classificatória de Campeonato Carioca e primeiras fases de Copa do Brasil e talvez a Segunda Divisão, isso é suficiente, mas para jogar campeonatos mais difíceis, isso tornaria o Vasco mero coadjuvante. Os resultados são claros quanto a isso. Depois de 12 rodadas nós só vencemos times de menor investimento e os reservas do faísca. O único time melhorzinho que pegamos, nós perdemos. Claro que houve um monte de erros de arbitragem, mas os mulambos vinham de uma maratona aérea, têm um time inferior, e mesmo assim não conseguimos vencê-los, salvo pelos primeiros 35 min de jogo, quando fomos claramente superiores. Em todo o resto da partida conseguimos, no máximo, equilibrar o jogo.


Ou Adilson muda o esquema tático, ou deixa o Vasco. O que não pode é o Time continuar atuando de forma equivocada.

quarta-feira, 5 de março de 2014

Um gol em cada tempo, e o Vascão conseguiu sua segunda vitória no Caldeirão.

Foto do site UOL

O Vascão enfrentou o resende em São Januário hoje, em dia que começou bem com o título da Unidos da Tijuca no Samba Carioca. E aproveitando a quarta-feira de cinzas, que é feriado para boa parte da população, tivemos um bom número de espectadores para incentivar o Vascão.

Como era de se esperar o Time da Colina partiu para cima do visitante, que se posicionava muito atrás, abrindo mão até mesmo do contra-ataque. Mas o domínio de bola do Gigante não se traduzia em boa atuação. Até os 30 min de jogo apenas uma boa jogada, que Edmilson concluiu muito mal a gol, e uma falta cobrada com perigo por Douglas. De resto a atuação Cruzmaltina lembrava a dos times ingleses das décadas de 80/90, com muitos chuveirinhos e alguns chutes de longe.

E essa nulidade por culpa do Sr. Adilson Batista, que mais uma vez posicionou mal o Time em campo. Dakson, além de estar sem ritmo, ainda foi isolado na direita, tal qual um ponta, posição à qual suas características não combinam. Reginaldo aberto na direita, tal qual um ponta, também rendia pouco. Edmilson isolado no meio da área saía para busca jogo. Douglas pouco inspirado.

E o Vascão só ameaçou mesmo a partir dos 35 min, quando Reginaldo carimbou o travessão em sobra de falta cobrada por Douglas, Dakson, que havia se deslocado para sua verdadeira posição fez bela jogada pela esquerda, mas finalizou mal, e novamente Reginaldo, também deslocado para pela meia direita, se infiltrou e pegou sobra de lançamento mal afastado pela defesa, mas isolou a bola. O resende só teve uma boa chance, devido à má posição da zaga, que estava em linha.

E quando todos achavam que o primeiro tempo terminaria 0x0, Diego Renan ganhou na do zagueiro na esquerda da área, foi à linha de fundo e cruzou. Edmilson se antecipou à zaga e desviou na primeira trava, matando o goleiro. Aos 46 min, 1x0 Vascão. Não teve nem nova saída do resende.

O segundo tempo começou e o Vascão parecia que ia massacrar. Logo no início Reginaldo perdeu gol incrível, cara a cara com o goleiro Mauro, deu a cavadinha desviando do goleiro, mas a bola foi para fora. Depois disso o resende esteve até perto de empatar, e Diogo Silva apareceu bem, com duas boas defesas.

Mas aos 19 min o Vascão ampliou. Escanteio cobrado da direita. Houve o corta luz e André Rocha se antecipou ao zagueiro desviando para o gol. Vascão 2x0.

Vascão venceu adversário fácil de forma complicada. Poderia ter sido mais fácil.

Notas:

Diogo Silva – No primeiro tempo não fez nada. No segundo tempo foi exigido e não comprometeu, fazendo duas boas defesas e passando confiança à zaga. Nota 7,0

André Rocha – No primeiro tempo foi bem na defesa e apoiou mais que em outras partidas. Manteve o nível na segunda etapa, e ainda fez um gol. Nota 7,0.

Luan – No primeiro tempo foi firme e seguro, com apenas uma falha conjunta com Rodrigo. Ainda tentou chegar ao ataque. No segundo se segurou mais na defesa, e manteve o nível. Nota 7,0.

Rodrigo – No primeiro tempo foi tão bem quanto Luan na defesa. No segundo perdeu para o atacante adversário, e teve sorte de não resultar em gol. Nota 6,5.

Diego Renan – No mesmo nível de André Rocha, e ainda fez bela jogada na esquerda que resultou no primeiro gol. Manteve o nível no segundo tempo. Nota 6,5.

Eduardo Aranda – Seguro na marcação e dois bons chutes de longe. No segundo tempo se segurou mais na marcação. Nota 6,5.

Pedro Ken – Seguro na marcação e tentou ajudar ao ataque, mas nesse quesito não foi bem, se enrolando em alguns momentos. No segundo tempo chegou mais ao ataque, e não apareceu mal. Nota 6,5.

Douglas – Um primeiro tempo apagado. Manteve o nível no segundo tempo. Nota 5,0

Dakson – Deslocado de sua real posição, e ainda sem ritmo, não fez boa apresentação no primeiro tempo. Nota 4,5. Foi substituído por William Barbio, que não fez nada além de chutar uma bola em cima do goleiro. Nota 3,0.

Edmilson – Se deslocou, correu, mas não jogava bem. Mesmo assim fez o gol, mostrando oportunismo. Fazia grande jogada no segundo tempo, quando sofreu falta dura e se contundiu. Nota 6,5. Foi substituído por Thales que lutou bastante e deu trabalho à zaga do resende – Nota 6,0

Reginaldo – Aberto pela esquerda iniciou a jogada do gol, e foi sempre perigoso quando se deslocou para o meio. Meteu bola na trave e levou perigo ao resende. Perdeu gol incrível no início do segundo tempo. Nota 7,0. Foi substituído por Bernardo que teve pouco tempo em campo, mas obrigou o goleiro Mauro a fazer grande defesa. Só. Nota 4,0

Adilson Batista – Tem uma visão equivocada de futebol, e talvez por isso não consiga engrenar um bom trabalho desde o tempo de cruzeiro, quando apareceu como um promissor treinador. Amanhã analisaremos o que tenta fazer, sem o menor sucesso. No jogo o de sempre. Não escala mal os nomes, mas mal posicionados em campo. Quando substitui, normalmente o faz de forma equivocada, embolando o Time, ou colocando atletas sem condições de vestir o Manto Cruzmaltino. O resultado importa sim Adilson, mas não é só ele que importa. Nota 2,0.

Parabéns Unidos da Tijuca

Parabéns à Unidos da Tijuca, grande campeã do Carnaval 2014. O Grande Benemérito do Vasco Fernando Horta é seu presidente, e já conquistou alguns títulos com uma escola que era considerada segunda força no samba Carioca.

Além da presença de Horta, o próprio bairro da Tijuca, assim como a Escola Campeã, são redutos históricos de Vascaínos, que sempre predominaram na área.

O título foi merecido, agrada a toda a Nação Cruzmaltina, e traz Fernando Horta ainda mais forte na corrida pela presidência do Vascão da Gama.

Que venham outros títulos, Unidos da Tijuca, assim como esperamos o título Estadual do Vascão, para fechar um primeiro semestre com chave de ouro.

Vascão pega o resende em São Januário



O Vascão joga hoje em São Januário contra o resende, e espera comprovar a reação no campeonato, e de quebra encaminhar a vaga para as semifinais do torneio. Faltando apenas quatro rodadas para o final da fase de classificação, uma vitória hoje exigiria que o Vascão perdesse ao menos 5 pontos nas últimas 3 rodadas, e os adversários pela vaga – faísca e nova iguaçú – ainda precisariam de um rendimento muito bom, para tirar os 14 gols de saldo que nos separam dos adversários.

Bom, além de dar uma recuperada na confiança da equipe, que sofreu nítido retrocesso depois das “falhas” de arbitragem que prejudicaram a equipe, principalmente no jogo contra os mulambos, também é necessário que o Time volte a jogar bem no Caldeirão, já que o estádio Vascaíno pode e deve ser chave na recuperação da Equipe durante o ano, e não há os alegados problemas de pressão da torcida sobre o Time da Casa. Na verdade, quem deve se sentir pressionada é a equipe visitante, por sinal como sempre foi.

Mais uma vez Adilson Batista mudará a Equipe. Algumas mudanças são por necessidade, outras por opção. Em princípio, hoje, quase todas serão por necessidade. Martíns Silva serve à seleção Uruguaia, e ainda por cima levou o terceiro amarelo no último jogo. O Blog do Vascão Eterno gostaria de saber se o Goleiro Vascaíno não forçou o cartão, já que não estaria à disposição mesmo. Luan volta ao Time após suspensão automática pelo terceiro cartão amarelo; Guiñazu está sendo poupado, para evitar agravamento de lesão nos glúteos, e Dakson entra no lugar de Felipe Bastos, suspenso pelo terceiro cartão. Para completar Reginaldo retorna ao ataque.

Das quatro alterações, apenas a última não é por necessidade, pois Reginaldo retorna ao Time por opção técnica de Adilson Batista. Reginaldo está muito distante de ser um craque, mas faz um trabalho tático muito interessante. De qualquer forma, falta a ele força ofensiva, algo que sobra em Thales, e temos muito mais em Éverton Costa. A opção, provavelmente, é para permitir a escalação de Dakson, que tem um poder ofensivo muito superior ao de Felipe Bastos, e Reginaldo retornaria para ajudar na defesa. E ainda podemos comemorar que Willian Barbio não foi o escolhido.

De qualquer forma é um Time que tem totais condições de vencer o resende, principalmente jogando dentro do Caldeirão. E isso dependerá muito de como se comportará Douglas, e principalmente Dakson, que volta de longo tempo de inatividade por lesão.


Mas vamos constatar isso hoje, a partir das 19:30 hs, quando está previsto o início do jogo, que além de se a chance de o Vascão deixar encaminhada a classificação às semifinais, ainda tem o resende brigando para se afastar das últimas posições da tabela.

terça-feira, 4 de março de 2014

Mesmo no Carnaval o Vascão não para

Tirando as notícias inúteis, que servem mais para preencher a pauta do que para informar, tivemos duas notícias durante o Carnaval, que são realmente importantes.

A primeira é que o Sporting teria enviado olheiros para observar o atacante Thales, logo após a decisão da diretoria de adiar a renovação do contrato da grande revelação Vascaína.

Se conjugarmos as duas informações, temos a hipótese de que o adiamento da renovação do contrato não foi motivado pelo atraso dos salários, ou por falta de acordo, mas sim para facilitar uma possível venda do atacante para os portugueses.

As próximas ações em torno de Thales nos dirão qual a verdade.

A outra notícia interessante é que Edmundo finalmente assumiu que esteve em contato com alguns pré-candidatos à presidência do Vascão. Na verdade Edmundo fez uma análise rápida dos três, mas nem por isso foi uma análise ruim. Sobre Eurico Miranda disse que tem pulso, é forte politicamente, e tem representatividade. Sobre Fernando Horta disse que é visionário, inteligente e competente, e sobre Jorge Salgado que é um empreendedor, e que tem muita credibilidade no mercado, mas que nenhum dos três teria uma carta na manga, capaz de atrair seu apoio.

A única análise da qual discordamos é a de que Eurico é forte politicamente. Ele já foi. Hoje está relegado a segundo plano, servindo de bucha de canhão para Fferj e CBF, executando tarefas secundárias e que poderiam colocar os mandatários dessas entidades em saias justas. A representação que fez em debate com o Bom Senso Futebol Clube é exemplo disso. Tarefa secundária e ingrata para que um dirigente da Fferj estivesse presente; foi Eurico.

De resto Edmundo me pareceu certeiro.

Mas não foi certeiro seu comentário de que nenhum tem uma carta na manga para fazer do Vasco outra vez vencedor. Primeiro porque ninguém entregará seus trunfos antes de o jogo estar em fase decisiva, segundo porque a falta de um trunfo agora, não significa que se tenha uma mão ruim.

E a necessidade de pulso é óbvia, quando se quer administra o Vasco ou qualquer outro empreendimento, mas ela por si só é insuficiente. Eurico já o provou quando esteve na presidência do Clube. São necessárias credibilidade, empreendedorismo, inteligência e competência. Atributos dos outros dois, que mesmo com todas essas características, não teriam alcançado o sucesso, caso não tivessem pulso.

Parece-nos então, que aos outros dois não falta nada, enquanto a Eurico falta muito.

E não mencionamos Leo Gonçalves, e o pessoal da Cruzada Vascaína. Ativos na oposição, criando opções e apoiando o Vasco, mesmo não estando no poder.


Temos opções válidas e capazes. Podemos sair da mesmice Eurico-Carlos Roberto. É só querermos.

domingo, 2 de março de 2014

Já tivemos escolas de samba no Caldeirão

Nas décadas de 30 e 40 do século passado, além dos discursos do então Presidente Getúlio Vargas, das comemorações do dia do Trabalho, e do futebol, é claro, também tivemos desfiles de escolas de samba no Caldeirão. Retiramos as reportagens abaixo do site Netvasco, e vale a pena dar uma olhada nelas.


NETVASCO - 11/02/2010 - QUI - 18:30 - O dia em que o futebol foi preliminar das escolas de samba em São Januário

A edição de 7 de dezembro de 1935 do Jornal do Brasil traz uma notícia interessante para aqueles que se interessam pela história do Vasco e de São Januário e também pelas manifestações culturais do Rio de Janeiro. Nesse dia, futebol e samba dividiram as atenções no estádio vascaíno. O amistoso Vasco x Selecionado da Saúde (bairro situado na zona central da cidade, onde aliás o clube foi fundado em 1898) se enfrentaram numa partida que terminou com a vitória cruzmaltina por 2 a 1. O curioso é que o jogo serviu como "preliminar" de um desfile de escolas de samba, que tinha como objetivo apresentar ao público os sambas-enredo (então chamados de "marchas") do desfile oficial do Carnaval do ano seguinte. As maiores agremiações da época, Mangueira, Portela e Unidos da Tijuca, participaram do evento. A união entre futebol e samba deu sorte para Vasco e Unidos da Tijuca, campeões da temporada de 1936. Os caminhos das duas instituições voltariam a se cruzar mais de 50 anos depois, em 1998, quando a escola tijucana homenageou o Gigante da Colina por ocasião de seu centenário.

Confira, abaixo, a imagem de um trecho da reportagem original e, logo abaixo, a transcrição da íntegra do texto (atualizado ortograficamente): 






NETVASCO - 14/02/2010 - DOM - 16:30 - Há 65 anos, São Januário sediava o desfile oficial das escolas de samba

Não é novidade para ninguém que o Estádio de São Januário faz parte da história cultural, política e cívica do Brasil por ter sediado, além de partidas de futebol, eventos como concertos do maestro Heitor Villa-Lobos, discursos do presidente Getúlio Vargas e do líder comunista Luís Carlos Prestes e treinamentos dos pracinhas brasileiros que lutaram na II Guerra Mundial.

Entretanto, é um fato relativamente pouco conhecido que uma das manifestações culturais mais importantes do Brasil, o desfile das escolas de samba do Rio de Janeiro, também já foi realizado no estádio do Vasco. Isso ocorreu na década de 40, numa época conturbada tanto no Brasil quanto no resto do mundo.

A entrada do Brasil na II Guerra Mundial em 1942 fez com que a população e as autoridades se dividissem quanto à conveniência ou não da realização das festividades carnavalescas. Para piorar, a Praça Onze, que sediava os desfiles, havia sido demolida para a construção da recém-inaugurada Avenida Presidente Vargas.

Por isso, São Januário, o maior estádio do Rio de Janeiro na época, dividiu com a Avenida Rio Branco o status de sede dos desfiles dos meados dos anos 40. A Colina Histórica abrigou o evento em duas oportunidades: a primeira em 24 janeiro de 1943, num desfile beneficente e não-competitivo organizado pela primeira-dama Darcy Vargas; e a segunda no desfile "oficial" do Carnaval de 1945, vencido pela Portela e que ficou marcado por um assassinato ocorrido dentro do estádio, durante uma briga entre integrantes de escolas rivais. A Avenida Rio Branco sediou as apresentações "oficiais" de 1943 e 1944.

Estudiosos da história das escolas de samba acreditam que um dos motivos pelos quais elas sejam extremamente populares nos dias de hoje tenha sido o fato de os desfiles não terem sido descontinuados anos 40, ao contrário do que ocorreu com outras agremiações carnavalescas da época como os ranchos e as grandes sociedades. Como estas, aliás, eram manifestações típicas das classes média e alta e as escolas de samba haviam sido criadas por pessoas pobres, moradoras dos morros, não é exagero dizer que, a exemplo do que aconteceu no futebol, o Vasco também no Carnaval deu sua contribuição para que integrantes das classes menos favorecidas pudessem assumir o papel de protagonistas do espetáculo.

A partir de 1946 os desfiles das escolas de samba passaram a acontecer na Avenida Presidente Vargas e, de 1978, na Rua Marquês de Sapucaí, onde são realizados até hoje. E o glorioso Estádio Vasco da Gama ainda hoje tem a honra de ser o único do Rio de Janeiro (e provavelmente do Brasil) a ter sediado desfiles de escola de samba.

Confira, abaixo, a história detalhada dos desfiles realizados em São Januário:


Desifles de 1943

Em 1943 houve dois desfiles das escolas de samba.

O primeiro, não-competitivo, foi realizado em 24 de janeiro de 1943 em São Januário e promovido pela primeira-dama do país, D. Darcy Vargas, em benefício da cantina do soldado. Dez agremiações participaram, entre elas Azul e Branco, Unidos do Salgueiro e Depois eu Digo (três escolas que se fundiriam em 1953 para dar origem à Acadêmicos do Salgueiro), Mangueira (na época mais conhecida como "Estação Primeira"), Unidos da Tijuca, Império da Tijuca e a então bicampeã Portela. As escolas exibiram em sua maioria enredos que exaltavam o patriotismo.

O segundo desfile, competitivo, aconteceu na Avenida Rio Branco, no Carnaval, e teve como vencedora a Portela, que chegou ao tricampeonato.

Confira o que o livro "Escolas de Samba: Sujeitos Celebrantes e Objetos Celebrados", de Nelson da Nobrega Fernandes, disponível no site da Prefeitura do Rio de Janeiro em versão PDF por intermédio deste link, diz sobre os desfiles de 1943:

"O acirramento da guerra em 1942 – principalmente pelo avanço dos alemães no território da União Soviética e dos japoneses no Pacífico e na Ásia – apressou as negociações do acordo militar ente o Brasil e os EUA, finalmente assinado em maio de 1942. Entre 15 e 17 de agosto do mesmo ano, diversos navios mercantes foram torpedeados e afundados por submarinos alemães na costa brasileira, o que precipitou a declaração de guerra do Brasil à Alemanha e à Itália, juntamente com a decretação do estado de guerra em todo o território nacional. Num destes navios, o Itagiba, que foi ao fundo na manhã de 17 de agosto, na costa da Bahia, estava um grupo de militares do 7º Grupo de Artilharia de Dorso, sediado no Campinho, razão pela qual boa parte de seus praças era formada por jovens que moravam nas vizinhanças: Madureira, Osvaldo Cruz, Vaz Lobo. Os militares estavam sendo deslocados para o Recife, onde fortaleceriam as posições brasileiras, e no meio deles estava Silas de Oliveira, o maior compositor de samba-enredo, que felizmente sobreviveu ao naufrágio e voltou para a Serrinha (Silva e Oliveira Filho, 1981: 12, 13). As agressões exasperaram os ânimos da população no final de 1942, justificando que o chefe de polícia, Alcides Gonçalves Etchgoyen, determinasse o fechamento dos bares e botequins, após as 21 horas, e toque de recolher geral, após as 22 horas (Silva e Oliveira Filho, op. cit.: 14). Nas vésperas do Carnaval, a imprensa se juntou às autoridades, fazendo coro de que não havia clima para a festa. O Jornal do Brasil, por exemplo, publicou editorial afirmando que “festejar o Carnaval na situação em que nos encontramos seria leviandade, senão verdadeira inconsciência”. Por seu lado, a prefeitura decidiu cancelar o baile do Teatro Municipal e as subvenções para todos os grupos carnavalescos, o que levou as grandes sociedades, ranchos e blocos a decidirem por se retirar das ruas e do campo festivo. As escolas de samba, porém, não aceitaram tal imposição e demostraram que não dependiam tanto assim do apoio oficial e nem mesmo da UGES, que não teve grande destaque na organização do Carnaval daquele ano. Conquistaram para a sua causa a Liga de Defesa Nacional e a União Nacional dos Estudantes, que acabaram como responsáveis pelo desfile. Em 24 de janeiro de 1943, os sambistas demonstraram que sua posição de não abandonar os festejos carnavalescos não provava inconsciência a respeito da guerra, como acusava o Jornal do Brasil. Assim, aceitaram a convocação da primeira-dama do país, Darci Vargas, e participaram de um desfile em benefício da cantina do soldado, realizado no campo do Vasco da Gama. Cabral (1996: 137) registrou a presença de 13 escolas: Azul e Branco, Cada Ano Sai Melhor, Portela, Estação Primeira, Depois Eu Digo, Unidos do Salgueiro, União do Sampaio, Unidos da Tijuca, Império da Tijuca e Mocidade Louca de São Cristóvão. A Portela fez uma apresentação digna de nota, ao cantar um samba que incentivava a ida de brasileiros aos campos de batalha, o que de fato era “música” para os ouvidos dos militares brasileiros que ambicionavam por tal experiência; por outro lado, exaltava valores políticos profundamente inconvenientes para a ditadura de Vargas.

(...)

Para o desfile de um Carnaval oficialmente inexistente, a UNE e a Liga de Defesa Nacional indicaram uma comissão julgadora formada pelo capitão Luís Gonzaga, os jornalistas Benedito Calheiros Bonfim e Guimarães Machado, e pelo estudante Maurício Vinhais, que deram o tricampeonato à Portela, que apresentou o enredo “Carnaval de guerra”. A Mangueira e a Azul e Branco chegaram em segundo e terceiro lugares, respectivamente, porém não sabemos que enredos foram apresentados. Além de terem conseguido realizar seu Carnaval, os sambistas acabaram por conquistar um direito há muito reivindicado: desfilar na avenida Rio Branco (Cabral, 1974: 117), o que no nosso entender só foi possível pelo abandono do campo festivo por parte dos ranchos e das grandes sociedades, pelo envolvimento da UNE e da Liga de Defesa Nacional e pela indiferença oficial que não teve como impedi-lo."


Já a seção histórica do site Portel@web (texto disponível neste link, temporariamente indisponível) diz o seguinte sobre os desfiles de 1943:

"Se antes os horrores da guerra estavam distantes dos sambistas, o ano de 1943 trouxe para o Brasil os pesadelos que atormentavam a Europa.

O afundamento de navios brasileiros, creditado à ação de submarinos alemães, motivou a declaração de guerra do Brasil aos países do eixo. Entre os náufragos que sobreviveram aos ataques, estava um jovem que viria a ser um dos maiores compositores de todos os tempos: o imperiano Silas de Oliveira.

Diante dessa situação, muitos achavam que não haveria clima para o carnaval. Das principais entidades carnavalescas do período, somente as emergentes escolas de samba desfilaram. Assim mesmo, tiveram que se enquadrar no chamado "esforço de guerra".

Apenas 10 agremiações, atendendo a um pedido de D. Darcy Vargas, participaram de um desfile que aconteceu no Estádio de São Januário, palco dos principais eventos políticos do governo Vargas, no dia 24 de janeiro de 1943.

No desfile propriamente dito, organizado pela União Nacional dos Estudantes e pela Liga de Defesa Nacional, a Portela apresentou o enredo "Carnaval de guerra". Chamava atenção a alegoria que era formada por uma vaca com bandeiras cravadas em seu corpo. A vaca representava os países do eixo - Alemanha, Itália e Japão - e o impacto da imagem, criada por Lino, Euzébio e Nilton, mereceu grande destaque.

O samba "Brasil, terra da liberdade", de Nilson e Alvaiada, mostrava-se totalmente favorável à entrada do país no conflito.

A comissão julgadora, formada por Guimarães Machado, Maurício Vinhais, Benedito Calheiros Bomfim, Nourival Pereira e Luiz Gonzaga, avaliou os quesitos samba, harmonia, bateria, bandeira e enredo.

A Portela, mais uma vez, sagrou-se campeã. Como prêmio, recebeu das mãos do general João Marcelino Pereira e Silva, vice-presidente da comissão executiva da Liga de Defesa Nacional, a importância de $500.

Era o quinto título da Portela. O terceiro dos sete anos de glória. Nem os horrores da guerra conseguiam apagar o brilho da Portela, que se consolidava como a principal escola do carnaval carioca."



Desifle de 1944

O desfile das escolas de samba de 1944 foi realizado na Avenida Rio Branco e teve como campeã mais uma vez a Portela, que chegou assim ao tetracampeonato.


Desifle de 1945

São Januário sediou o desfile oficial das escolas de samba em 1945. Uma briga entre integrantes de duas agremiações, que terminou em uma morte, não empanou o brilho do campeonato vencido mais uma vez pela Portela, que apresentou o enredo "Brasil Glorioso", com samba de autoria de Boaventura dos Santos, o Ventura. Na década de 40, aliás, a escola azul e branca era um verdadeiro "Expresso da Vitória" do samba: chegou ao heptacampeonato entre 1941 e 1947.

O livro "Escolas de Samba" dá o seguinte relato sobre o desfile de 1945:

"Em 1945 a guerra vivia seus momentos de definição e a tensão reinante era grande como nunca. Quase nada se sabe do Carnaval daquele ano, cujos festejos se reduziram mais ainda. As escolas desfilaram, mas não tiveram o direito de se exibir na avenida Rio Branco, cuja apresentação foi deslocada para o estádio do Vasco da Gama. Segundo Tupy (op. cit.: 106), a Portela alcançou o pentacampeonato com o samba “Brasil glorioso”, de autoria de Jair Silva.

(...)

Cabral informa que o desfile só obteve alguma atenção da imprensa nas páginas dos assuntos policiais. É que o desfile ficou marcado por uma briga entre integrantes de duas escolas de samba, a Depois Eu Digo, do morro do Salgueiro, e a Cada Ano Sai Melhor, do morro de São Carlos, que findou com ferimentos em cerca de vinte pessoas e a morte de José Matinadas, integrante da bateria da escola do Salgueiro. Do homicídio, foi acusado pela polícia Avelino dos Santos, o mestre-sala da escola de São Carlos, que assim foi preso. Mas tudo não passava de engano porque, meses depois, ficou comprovado que Avelino sequer havia comparecido ao desfile. De qualquer forma, Cabral (1996: 140) salienta que a maior parte da imprensa fez coro com os detratores das manifestações dos grupos populares, que tentavam provar com o episódio que essa gente do samba continuava adepta de violências, justificando assim suas recomendações quanto à censura, ao controle e à repressão que os sambistas mereciam. Felizmente, nem toda a imprensa concordou com esse oportunismo, e o jornal O Radical saiu em defesa das escolas de samba.

Aquilo que aconteceu Domingo último no estádio do C. R. Vasco da Gama foi um acontecimento banal na vida da cidade. Mas, como os seus personagens vieram lá do alto dos morros cariocas, com as suas cuícas, os seus tamborins, as suas pastoras e a sua “bossa”, o fato cresceu e deu margem aos mais desairosos comentários contra essa gente boa e simples, cuja maior desgraça é ser pobre. Tudo se disse de mau e pejorativo objetivando deprimir os companheiros de ideal daquele infortunado Matinadas, que caiu para sempre, vítima de cruel fatalidade. E para quantos se derem o trabalho de subir no Salgueiro ou percorrer a Mangueira ou de passar algumas horas na Portela, ou de travar conhecimento com um Paulo da Portela, um Cartola, um Antenor Gargalhada ou um Pedro Palheta, a gente do morro – essa gente que faz samba com a alma e que canta com o coração ávido de felicidade – é apenas um caso de polícia.
O Radical continuou a defender as escolas de samba, publicando seguidas notas sobre o assunto e acabou por dar aos sambistas a oportunidade de se defenderem segundo seus próprios pontos de vista, entrevistando várias de seus líderes, entre eles, Paulo da Portela, cujo depoimento confirma mais uma vez sua capacidade de político e líder popular.
Nós, os sambistas do morro – iniciou Paulo –, não merecemos tantas acusações. É doloroso que um incidente, embora de funestas conseqüências, tenha dado margem a tão errôneos conceitos contra nós. Entretanto, somos atingidos agora pelos piores adjetivos e pelas maiores humilhações. É possível que, antigamente, fossem os morros refúgios de ladrões, desordeiros e maus elementos de toda a espécie. Mas, falemos a verdade: quando o samba começou a se organizar e as escolas foram ganhando projeção, os morros eliminaram a desordem e a valentia e ninguém ficou com o direito de puxar a navalha, de ser malandro ou viver do baralho."
O site Portel@web (texto disponível neste link, temporariamente indisponível) descreveu o desfile de 1945 da seguinte maneira:

"O ano de 1945 não começa mais animador para os sambistas. A tensão na Europa continuava e a participação direta dos pracinhas na Itália fez desaparecer completamente a alegria, fundamental para a festa do carnaval.

O desfile ocorreu no Estádio de São Januário, sede do Clube de Regatas Vasco da Gama. A imprensa só lembrou do espetáculo para registrar o triste incidente que marcaria aquele ano, que foi a briga entre integrantes da "Depois Eu Digo", do Morro do Salgueiro, e da "Cada Ano Sai Melhor", do Morro de São Carlos.

O assassinato do sambista Matinada, em pleno estádio, motivou uma briga de tristes recordações para a história das escolas. O episódio acabou com a prisão de Avelino dos Santos, o Bicho Novo, liberado apenas meses depois, quando finalmente os policiais confirmaram a veracidade de seu depoimento, pois o famoso mestre-sala do Morro de São Carlos não tinha comparecido ao desfile em São Januário.

Aproveitando-se do incidente para reafirmar antigos estereótipos, parte da imprensa pediu para que providências enérgicas fossem tomadas contra as escolas. Algumas personalidades do samba, entre eles o já consagrado Paulo da Portela, transformaram-se nas vozes de defesa dos sambistas, fazendo uso do microfone de algumas rádios solidárias à causa das escolas.

Mas o carnaval daquele ano não foi marcado apenas pela tragédia. Oito escolas se apresentaram, em mais um desfile organizado e com enredos definidos pela União Nacional dos Estudantes e pela Liga de Defesa Nacional. A turma de Oswaldo Cruz, já acostumada com as vitórias, estava confiante na conquista de mais um triunfo.

A Portela pisou o gramado de São Januário mostrando o enredo "Brasil Glorioso", com samba de autoria de Boaventura dos Santos, o Ventura. Mais uma vez, os motivos patrióticos foram mostrados no desfile, e a Portela obteve sucesso.

Não apenas a tragédia ficou na lembrança dos sambistas, mas também o show patriótico que a Portela mostrou, colocando, mais uma vez, um pouco de alegria na vida das pessoas que compareceram ao espetáculo. Apesar do momento difícil, o show não podia parar.

E mais uma vez a festa rolou em Oswaldo Cruz. A Portela era pentacampeã.

Era o sétimo título da Portela.

Samba-enredo de 1945, Brasil Glorioso

Compositor: Ventura

Ó meu Brasil glorioso
És belo, és forte, um colosso
É rico pela natureza
Eu nunca vi tanta beleza
Foi denominado terra de Santa Cruz
Ó pátria amada, terra adorada, terra de luz

Nessas mal traçadas rimas
Quero homenagear
Este meu torrão natal
És rico, és belo, és forte
E por isso és varonil
Ó pátria amada, terra adorada, viva o Brasil"

sábado, 1 de março de 2014

Blog do Vascão Eterno deseja a todos um ótimo Carnaval!

E que maneira melhor do que escutar o Hino do Centenário do Vasco, linda, justa e emocionante homenagem feita pela Unidos da Tijuca ao centenário do Gigante da Colina. Que tenham todos um ótimo Carnaval, e no ritmo da Unidos da Tijuca, e do Vascão da Gama!


As últimas do Vascão comentadas

Contratação de Deivid

O Blog do Vascão Eterno não gosta do futebol de Deivid, já que é um jogador muito inconstante. Atrelado a isso é um jogador de salário alto, o que não justifica devido à situação financeira já complicada do Gigante, além de acrescentar pouco à equipe, pois atletas Edmilson, Thales e Everton Costa são melhores que ele. E ainda, para fechar a situação, é só analisar a maneira com que deixou o coritiba. Alguém acha que não faria o mesmo com o Vascão, mesmo sabendo de antemão da situação financeira complicada na Colina?

Novela

Após ter tido seu contrato com o fluminense terminado, ainda não conseguiu outra equipe para apresentar seu futebol. Falamos do meia Felipe, que vem tentando retornar ao Vascão desde o início do ano. Até agora não houve acerto, mas o Blog do Vascão Eterno considera que Felipe seria ótimo reserva para a Equipe, com a condição que tivesse uma drástica redução salarial, devido à situação que estaria vivendo dentro do elenco.

Folga no Carnaval

Foi o que ganharam os atletas Vascaínos, já que a Equipe não joga durante esse período. Óbvio que a grande maioria aproveitará para dar uma curtida no Carnaval, mas sempre com a ressalva da comissão técnica para que não haja excessos. A propósito, a comissão técnica quer aproveitar o período para recuperar fisicamente alguns atletas.

Vamos à realidade. Se com compromissos alguns atletas já se excedem, alguém realmente acredita que eles irão se poupar nesse Carnaval? E outra, talvez pior, não tem nem dois meses da reapresentação dos atletas, e eles já estão precisando de recuperação muscular? Tem algo muito errado com a preparação física do Vascão.

Sociólogo é contra punição à FJV

Como o Blog do Vascão Eterno também já atestou aqui, nós igualmente não concordamos com tal medida. Primeiro porque totalmente ineficaz. A segunda é que uma torcida como a FJV tem milhares de associados e simpatizante, e em sua esmagadora maioria limitam-se a torcer e vibrar por seu time de coração, não tendo conhecimento e possibilidades de intervir na solução do problema da violência. Assim a punição atinge, na verdade, a inocentes.

Por outro lado não se faz nada de efetivo contra os brigões que se instalaram nessa e em outras organizadas do país, mostrando o despreparo, ou pior, o desinteresse das autoridades em resolver o problema da violência no futebol. De ações ineficazes, que só servem para se mostrarem para a torcida, já estamos todos cansados.

Vitória sobre o madureira foi importante

Além de garantir a permanência do Gigante na quarta colocação, a vitória proporcionou uma aproximação a fluminense e cabofriense, que empataram entre si, mantém o Vascão com esperanças de conquistar a Taça Guanabara, e traz um pouco de paz à Equipe.

Mais uma vez a exibição Vascaína não foi um primor, mas o Time foi melhor que o adversário, e mereceu a vitória. De quebra Edmilson vem provando que a má fase está passando, Thales que tem condições de ser titular, Montoya também, embora ainda oscilante, e Martín Silva e Aranda que ainda precisam adaptar-se ao futebol brasileiro. São excessivos cartões para os dois. Martín ainda tem a desculpa de que pode ter forçado o cartão para zerar esse quesito, já que estaria fora do próximo compromisso para servir à sua seleção, mas e Aranda. De quebra o paraguaio ainda fez um pênalti bobo e desnecessário.

Marca Vasco da Gama ainda é forte

Os contratos assinados com a Guaracamp, que veicula seu energético Tron na manga da camisa do Gigante, e ainda com a indústria de alimentos Fini, mostram que a marca Vasco da Gama ainda interessa a investidores, seja na veiculação de suas marcas, seja no lançamento de produtos com a marca do Vascão. Provavelmente teremos mais patrocínios no futuro.


Mas apesar disso, seria muito bom que a diretoria atual agisse para reforçar ainda mais a marca. Até agora tem tido uma atuação negativa nesse quesito.